O que você precisa saber para ir do Brasil para o Deserto do Atacama
Se você está planejando uma viagem do Brasil para o Deserto do Atacama, há uma informação primordial que você precisa levar em conta antes mesmo de comprar a passagem: o aeroporto correto é o Aeroporto El Loa, em Calama (CJC).
O Aeroporto Desierto de Atacama (CPO), apesar do nome aparentemente óbvio, confunde muita gente justamente por isso. Este é o aeroporto errado para quem pretende conhecer o Atacama a partir de San Pedro, pois ele atende Copiapó, que também é o destino errado para esse roteiro.
É preciso que fique claro que ir para Copiapó em vez de Calama é muito mais do que um pequeno desvio. Ir para o aeroporto errado pode comprometer transfers, reservas, passeios, planejamento financeiro e, consequentemente, arruinar todo o cronograma da viagem já na chegada.
Por isso, a regra é clara: para ir a San Pedro de Atacama, desembarque em Calama (CJC). Essa informação resolve uma série de problemas.
A segunda informação é igualmente importante: antes de começar a escolher seus passeios no deserto, entenda que viajar para o Atacama exige alguns cuidados diferentes de uma viagem convencional.
Questões como seguro-saúde, altitude, aclimatação e vestuário adequado devem fazer parte do planejamento desde antes de sair do Brasil.
1 – O aeroporto correto para San Pedro de Atacama é Calama (CJC)
Sim, estamos repetindo pra que você registre a importância dessa informação. A confusão acontece porque, no Chile, existem:
- a Região de Atacama (Regiões, no Chile, equivalem aos Estados, no Brasil),
- o Deserto do Atacama,
- e um aeroporto chamado Desierto de Atacama, em Copiapó (CPO).
Porém, apesar dos nomes parecidos, são referências geográficas diferentes, em regiões diferentes e separadas por distâncias consideráveis.
San Pedro de Atacama, principal base turística para conhecer o deserto, fica na Região de Antofagasta. Por isso estamos reforçando tanto essa questão: pesquisar apenas por “Atacama” ou “Deserto do Atacama” na hora de comprar a passagem pode te levar ao destino errado.
Então, para evitar qualquer dúvida, um último reforço:
Calama, Aeroporto El Loa (CJC): correto.
Copiapó, Aeroporto Desierto de Atacama (CPO): errado.
Para quem viaja do Brasil, é comum que o voo tenha conexão em Santiago (SCL) antes do trecho doméstico até Calama. A malha aérea pode variar conforme cidade de origem, companhia e época do ano. Portanto, na dúvida, sempre confira se o destino final da passagem é o CJC, Aeroporto El Loa, em Calama.
Também é importante ressaltar que o Aeroporto El Loa fica a aproximadamente 100 quilômetros de San Pedro de Atacama e o percurso pela Ruta 23 leva cerca de 1h30 pela via terrestre. Então, chegue sabendo que há mais um trecho de viagem e prepare-se de acordo: vá ao banheiro, compre lanches, etc.
Para facilitar a sua vida e trazer mais comodidade à sua viagem, a Atacama Connection oferece transfers do aeroporto El Loa até o seu local de hospedagem em San Pedro de Atacama. Dessa forma, você desembarca em Calama sem precisar se preocupar em como chegar até o hotel.
2 – Não viaje para o Atacama sem seguro-saúde
Resolvida a questão da passagem e do aeroporto certo, há outro erro comum que precisa ser evitado: viajar sem seguro-saúde.
O Consulado-Geral do Brasil em Santiago alerta que o Chile não oferece atendimento médico gratuito a turistas estrangeiros. Portanto, qualquer eventual necessidade de atendimento pode gerar despesas imprevistas.
Além disso, no deserto do Atacama, esse cuidado é ainda mais relevante.
Afinal, alguns passeios acontecem a grandes distâncias dos grandes centros urbanos e podem ultrapassar os 4.000 metros de altitude. Por isso, antes de contratar o seu seguro-viagem, verifique se a cobertura é compatível com as atividades que você pretende fazer.
Passeios convencionais, trekking e aventuras em grandes altitudes (como o Cerro Toco e Vulcão Láscar) podem estar sujeitos a condições diferentes conforme a apólice contratada.
Basicamente, lembre-se de contratar um seguro-saúde antes de viajar. Lembrar disso só depois que surge um problema pode ser bem custoso e desagradável.
Seguro-saúde faz parte do planejamento pré-viagem.
3 – Não subestime a altitude do Deserto do Atacama
O terceiro erro acontece, muitas vezes, depois do desembarque: querer sair conhecendo tudo rápido demais. O Aeroporto El Loa está a 2.326 metros acima do nível do mar, e San Pedro de Atacama está a aproximadamente 2.450 metros de altitude.
Ou seja: os viajantes já começam a sentir os efeitos da altitude desde a chegada, especialmente quem vem de regiões brasileiras próximas ao nível do mar. O chamado “mal de altitude” é real (e bem desconfortável), mas pode ser amenizado adotando as medidas corretas.
Além disso, o clima do Atacama é um dos mais áridos do planeta. Por isso, manter uma hidratação adequada é um dos cuidados mais importantes desde os primeiros momentos no deserto. A ingestão de água ajuda tanto para a aclimatação com a altitude desde os primeiros momentos, quanto para que o corpo acostume com a baixa umidade do ar.
A hidratação não acelera o processo fisiológico de aclimatação à altitude, mas ajuda a prevenir a desidratação, que pode aumentar o desconforto e produzir sintomas semelhantes aos do mal de altitude. Por isso, beber água desde a chegada é um cuidado bem importante.
E é por isso, a Atacama Connection disponibiliza água aos passageiros na chegada e durante o transfer in entre Calama e San Pedro de Atacama. Um gesto simples, mas que faz toda a diferença em uma viagem em que adaptação, hidratação e ritmo precisam ser levados a sério.
4 – A aclimatação precisa fazer parte da ordem dos passeios
Como dissemos acima, San Pedro de Atacama está a cerca de 2.450 metros acima do nível do mar. Porém, vários atrativos visitados a partir do povoado ficam muito além dessa altitude. Por isso, montar um roteiro levando em conta apenas a proximidade entre os destinos, o valor dos passeios ou a vontade de conhecer determinado local pode ser um erro.
No Atacama, o organismo precisa de tempo para se adaptar à aridez e à altitude.
O CDC Yellow Book 2026, referência internacional em saúde para viajantes, aponta o aumento gradual de altitude como uma das principais medidas para reduzir o risco de problemas. Aclimatação é a palavra-chave.
E é essa lógica que a Atacama Connection utiliza para sugerir a ordem dos seus passeios. As experiências são classificadas em ordem crescente de altitude, levando em consideração o esforço e o tempo de adaptação do seu organismo, e não apenas as distâncias ou o valor do investimento em cada passeio.
Assim, passeios realizados em altitudes moderadas devem ser desfrutados primeiro, deixando as experiências no Altiplano e nas regiões mais elevadas para um momento posterior, onde o organismo já esteja melhor adaptado às condições do ambiente.
Cada organismo reage de forma diferente, então, não existe competição para “aclimatar mais rápido”.
Outro erro comum é acreditar que “pessoas com melhor condicionamento físico estarão protegidas contra os efeitos da altitude”. Esse é um mito bastante difundido, mas que não condiz com a realidade. Seja você um atleta de alta performance, um sedentário ou uma pessoa com “preparo físico médio”, ninguém está livre dos efeitos da altitude.
Por isso, descobrir, entender e respeitar o ritmo do seu organismo também faz parte da experiência de conhecer o Atacama. Você viaja para conhecer o deserto e, de quebra, acaba também conhecendo mais sobre o seu próprio corpo.
5 – Tubo de oxigênio pode ajudar, mas não substitui aclimatação
Esse é um ponto que costuma gerar muitas dúvidas entre turistas. A disponibilidade de cilindros de oxigênio não significa que o viajante possa simplesmente ignorar a altitude. Tampouco transforma uma subida rápida em uma experiência segura. É preciso entender o seguinte:
O oxigênio suplementar possui utilização legítima em situações específicas e pode fazer parte de um protocolo de atendimento ao mal de altitude. Por isso, também não é correto afirmar que o tubo de oxigênio “não funciona”.
O problema real é pensar no tubo de oxigênio como solução milagrosa, ou como substituto da aclimatação. Esse é um erro grave que muitos viajantes cometem por desconhecimento.
O próprio CDC Yellow Book 2026, já citado anteriormente, alerta que pequenos recipientes portáteis de oxigênio podem proporcionar um alívio breve. A grande questão é que os cilindros pequenos não possuem quantidade suficiente para uma melhora sustentada.
Por isso, é preciso entender que um tubo de oxigênio pequeno não vai resolver a causa da dificuldade de adaptação à altitude. E também não deve servir como argumento para continuar subindo se o organismo estiver demonstrando que algo não está bem.
A abordagem mais responsável é sempre a preventiva: subir gradualmente, respeitar o tempo de adaptação, manter boa hidratação e observar como o organismo responde.
Importantíssimo ressaltar também que todos os guias da Atacama Connection possuem treinamento em primeiros socorros. Por isso, caso apareça algum mal-estar relevante durante um passeio, é primordial comunicar imediatamente ao guia. A prioridade sempre será avaliar a situação corretamente, e não simplesmente sair utilizando oxigênio suplementar para tentar seguir o roteiro a qualquer custo.
Nada substitui uma aclimatação natural, gradual e responsável.
E, sim, o tubo de oxigênio pode ajudar numa emergência, mas não faz milagres. O problema não é utilizar oxigênio quando ele realmente é necessário. O erro é acreditar que um pequeno tubo portátil substitui a aclimatação ou permite continuar subindo apesar dos sinais do organismo.
6 – Que tipo de roupas levar para o Atacama?
Essa é uma questão primordial, que ajuda a evitar muitos perrengues e melhora o seu conforto no deserto. Na visão geral, quando se fala em deserto, a gente sempre pensa em calor… certo? Errado! É preciso ter em mente que, quanto maior a altitude, maior o frio. E para além do frio, a altitude exige atenção redobrada à proteção solar. A exposição à radiação ultravioleta tende a aumentar em grandes elevações e, somada à intensa radiação solar e à secura do deserto, torna o protetor solar indispensável.
Ou seja: na dúvida, prepare-se para usar casacão, roupa de banho, filtro solar e creme hidratante!
Não existe uma resposta “tamanho único” para essa pergunta do vestuário, pois cada viajante ou grupo escolhe passeios diferentes com objetivos diferentes. Mas podemos afirmar com segurança que é altamente recomendável levar tanto roupas para frio intenso quanto roupas de banho para aproveitar as águas termais.
E não, aquele moletonzinho meia estação que você costuma usar no Brasil para noites fresquinhas não chega nem perto de aguentar frio intenso. Estamos falando de casaco pesado mesmo, pelo menos um, pra garantir. Roupas térmicas do tipo segunda pele também são altamente recomendáveis, para homens e mulheres, independentemente da época do ano que você escolher para visitar o Atacama.
Em breve faremos um post mais detalhado para falar exclusivamente do que trazer na mala.
7 – Cheguei a San Pedro de Atacama. E agora?
Depois de organizar passagens aéreas com destino ao aeroporto certo, seguro-viagem, entender um pouco sobre aclimatação e oxigênio, é hora de começar a pensar e planejar os primeiros dias no deserto. E não, eles não precisam ser uma corrida contra o relógio.
San Pedro de Atacama é a base para uma série de experiências incríveis e muito diferentes entre si. Alguns passeios permanecem em altitudes próximas à do povoado, e por isso são indicadas para os primeiros dias. Já outros avançam em progressivamente para o Altiplano e a Cordilheira dos Andes.
Portanto, a dica aqui é deixar que a altitude também ajude a definir a ordem dos passeios no seu roteiro. Mas isso é um assunto para o planejamento do roteiro propriamente dito, que vamos abordar posteriormente aqui no blog. Para a finalidade desta matéria aqui, o mais importante é você chegar bem, ao lugar certo e, de preferência, sem percalços.
8 – Uma boa viagem começa na pesquisa
Escolher o aeroporto errado pode comprometer sua logística e cronograma. Viajar sem seguro-saúde pode transformar um simples imprevisto em problema financeiro ou emergência médica. E ignorar a altitude pode prejudicar justamente os passeios que motivaram a viagem.
Mas, como vimos acima, todos esses são erros evitáveis.
Conhecer o Atacama com segurança começa muito antes de observar o primeiro salar, vulcão ou pôr do sol.
Começa com informação, planejamento e respeito às características de um dos ambientes mais extraordinários do planeta.
E é por isso que a Atacama Connection, ao longo de mais de duas décadas, vem ajudando milhares de viajantes do mundo inteiro (e em especial, os brasileiros) a conhecer o coração e o espírito do deserto com uma logística pensada para proporcionar segurança, responsabilidade e conforto.
Essa experiência está presente em cada detalhe, mas especialmente na forma de montar cada roteiro: consideramos não apenas os lugares que você deseja conhecer, mas também em que momento é mais adequado conhecê-los.
Por isso, se você está planejando viajar para o Atacama, conheça os passeios da Atacama Connection e comece a planejar seu roteiro!